30/08/2010

Remenda os dedos dos gestos do passado e a boca do que não querias dizer. 
Mostra-me um pouco mais de mim que de ti se oprime e consola e suspira.
Agarra-me o ventre como se dele nascesses e repousa quieto, expulsando-te lento.
Esquece que existes e existe em mim, só agora.
E revela-te fugaz no momento e eterno no tempo.
Serena as dúvidas, acaricia-as como se delas gostasses. 
Deixa-te livre, que o amor urge e precisa de nós, inteiros, escravos, canibais.