02/03/2011

Dizer adeus lembra-nos que as rosas são flores por pouco tempo. Um dia atiramo-las para um qualquer buraco moribundo na terra, pronta para as fazer florescer novamente. Aqueles que ficarem, uns mais vivos que outros, não temam os espinhos nem a maciez perversa das pétalas. Somos um, e um dia seremos um só. Cada vez mais sós, menos nós, mais os outros. Além da verdade, da saudade, do tempo. Seremos eternamente serenos, nem um pouco mais ou menos. Levaremos apenas o que não fomos.