29/11/2006

(devaneio intercalar de academismos)

Quase tudo o q me dizes é em silêncio. E eu percebo tudo!
Nunca ouvi a tua voz, e não sinto falta nem vontade de a ouvir. Porque sei que só te entendo olhando nos teus olhos.
Mas os teus olhos estão longe. E, perdidos na minha imaginação, vou voando e voando à sua procura. Às vezes acho que os encontrei e penso que finalmente te vou perceber. Mas não. É tudo mentira. É tudo ilusão.
E nesses teus olhos sei que um dia poderei encontrar a plenitude, a perfeição; poderei olhar para o céu e para a terra ao mesmo tempo; poderei estar em dois sítios em simultâneo; poderei viver duas vidas numa só. A minha e a tua!
Como é q te chamas? Não sei. Nunca me disseste.
Onde é q estás? Não sei. Nunca te encontrei.
Quem és tu? Não sei. Talvez um dia encontrarei os teus olhos, a tua vida seja a minha, e tu sejas eu.

27/11/2006
serralves

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