
Aprendi a acordar num dia sempre diferente ao dia anterior. Aqui o mundo balança ente a bucólica sensação da verdadeira saudade, a espontaneidade tão fugaz e escorregadia como as músicas desta cidade e os calares constantes e emaranhados da minha poesia. Aproxima-se o fim de mais uma noite. E o amanhã avizinha-se cheio mas tão vazio de soluções. Não há silêncio aqui e eu vivo sem pertencer a nenhum lugar, sou das minhas pessoas e das quatro estações.
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