Invadiu-me o sono,
E demorou-se até fazer-se em luz na escuridão.
Foi um abraço, apenas,
Que da água me salvei para viver.
Foste abraço, tanto.
E eu o beijo no teu ombro quente.
O berro do lado de fora.
A dor aguda do lado de dentro.
O sonho do lado do sono.
E tu do lado do medo.
E nos lábios salgados,
Guardei-te um segredo.
Pede-me de volta ao tempo,
Que as palavras são doces.
E aí, fez-se Verão, finalmente.
Foi um abraço, apenas,
Que da água me salvei para viver.
Foste abraço, tanto.
E eu o beijo no teu ombro quente.
O berro do lado de fora.
A dor aguda do lado de dentro.
O sonho do lado do sono.
E tu do lado do medo.
E nos lábios salgados,
Guardei-te um segredo.
Pede-me de volta ao tempo,
Que as palavras são doces.
E aí, fez-se Verão, finalmente.
Apesar de teres o teu universo poético em construção não posso deixar de gostar já de alguns momentos da tua poesia.
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