04/01/2010

quebra a infinita gentileza das rosas e atira-mas contra o rosto

despreza a essência dos corpos que outrora se acalentaram na energia

acaba com a dúvida do que não aprendeste a saber

a pureza das horas pálidas acabou

a honra vive trilhada em paixão

as mãos com que acenas não são as minhas

a voz numa chanson d'amour calou

que delícia é comer a saudade aos poucos

mas toda de uma vez

à flor dos dedos entrego-te aos dias




infinitamente incoerente



2 comments:

  1. Conseguiremos, na realidade, 'comer' a saudade até não restar mais?

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