02/01/2010

Invadiu-me o sono,
E demorou-se até fazer-se em luz na escuridão.
Foi um abraço, apenas,
Que da água me salvei para viver.

Foste abraço, tanto.
E eu o beijo no teu ombro quente.

O berro do lado de fora.
A dor aguda do lado de dentro.
O sonho do lado do sono.
E tu do lado do medo.

E nos lábios salgados,
Guardei-te um segredo.

Pede-me de volta ao tempo,
Que as palavras são doces.

E aí, fez-se Verão, finalmente.

1 comment:

  1. Apesar de teres o teu universo poético em construção não posso deixar de gostar já de alguns momentos da tua poesia.

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